terça-feira, 12 de setembro de 2017

Artistas, ambientalistas e indígenas fazem ato no Congresso em defesa da Amazônia



Um grupo de artistas, representantes de grupos indígenas e entidades de proteção ao meio ambiente realizaram nesta terça-feira (12), no Congresso Nacional, um ato em defesa da preservação da Amazônia.
Entre os artistas que participaram da manifestação no salão verde da Câmara estavam os atores Alessandra Negrini, Luiz Fernando Guimarães, Christiane Torloni, Suzana Vieira e Arlete Sales, os cantores Maria Gadú, Tico Santa Cruz e Rappin Hood e a produtora cultural Paula Lavigne.
O encontro foi organizado para a entrega de mais de 1,5 milhão de assinaturas de brasileiros, recolhidas pela internet, pedindo a proteção da Amazônia e de seus povos.
O grupo também leu no ato uma carta na qual manifestam posicionamento contrário a propostas que possam significar ameaça ao meio ambiente. O documento foi encaminhado aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
De acordo com o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que acompanhou o grupo de celebridades e ambientalistas, o principal objetivo do ato é a revogação do decreto presidencial que extingue a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), localizada entre os estados do Amapá e do Pará.
No fim de agosto, o governo publicou um decreto extinguindo a Renca sob o argumento de que a reserva "não é um paraíso" e que existe garimpo ilegal na região. O decreto, contudo, foi alvo de críticas no Brasil e no exterior.
A repercussão negativa do caso levou o governo, na semana seguinte, a anunciar a edição de um novo decreto presidencial, consolidando trechos de outras leis da área ambiental. No entanto, o novo texto também passou a ser alvo de críticas de especialistas e de contestações judiciais.
Diante da escalada de críticas contra a decisão, o Ministério de Minas e Energia acabou publicando uma portaria para suspender por 120 dias os efeitos do decreto para que, neste período, houvesse um "amplo debate" sobre o tema.
Rodrigo Maia
Após se reunir com o grupo de artistas e ambientalistas, Rodrigo Maia defendeu que o governo revogue de vez o decreto que extinguiu a Renca para ampliar o debate com a sociedade e depois reavaliar se há viabilidade para a decisão.
“Acho que o ideal nesses momentos, quando se gera tantas dúvidas, é um passo atrás, reorganizar essa discussão, para que se possa, no futuro, ter uma posição mais sólida”, ponderou o presidente da Câmara.
Entre os pontos criticados pelo grupo está a discussão na Câmara de mudanças no licenciamento ambiental. Para Maia, há “muita informação truncada” sobre o assunto.
“Licenciamento ambiental está sendo negociado com o Ministério do Meio Ambiente e vai avançar, se avançar, em acordo com o meio ambiente. Têm pontos de vista diferentes de como se preserva a floresta amazônica, mas não tem ninguém aqui querendo sair desmatando”, disse Maia.

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